Jim Morgan sobre o que é necessário para transformar o sistema de desenvolvimento de produtos de uma organização


Desenvolvimento de produtos e processos
Lex Schroeder - 07/04/2015


Jim Morgan, Conselheiro Sênior de Desenvolvimento de Produtos e Processos no LEI, falou com o Planet Lean (em inglês) recentemente sobre o valor de focar no desenvolvimento dos processos e produtos lean (DPPL), o que torna o DPPL tão poderoso e sobre o início do novo programa de parceria e esforço de construção da comunidade DPPL do LEI. Nessa entrevista, Morgan compartilha sua visão sobre o que é necessário para as organizações repensarem e revitalizarem seus sistemas de desenvolvimento de produtos.

Para começar, um pouco de paciência e perspectiva. Não conseguimos diagnosticar, muito menos prescrever, até termos examinado. É importante entender verdadeiramente o estado atual”.

Um número surpreendentemente alto de organizações não entendem verdadeiramente sua capabilidade atual de desenvolvimento de produtos. Consequentemente, elas têm uma tendência para tentar implementar qualquer programa da moda sobre o qual eles tenham lido, embora lean não seja isso – independentemente do ambiente onde for aplicado. Em primeiro lugar, precisamos nos perguntar sobre o problema que estamos tentando solucionar…

Uma forma de começar a entender, claro, é pelo mapeamento do fluxo de valor. Definir o processo normalmente leva a um número de surpresas e momentos “aha” para os engenheiros. Pela primeira vez, eles entenderam que são parte de um sistema maior… faça essas pessoas falarem. Olhe os dados, estude os modos de falha, até conduza um estudo de capabilidade do processo. Essas atividades normalmente levam a revelações.

A outra descoberta que os engenheiros normalmente fazem é quanto retrabalho existe no local de trabalho. Claro, eles conhecem suas próprias frustações, mas, quando você lhes mostra as frustações das outras pessoas, eles realmente entendem. Discussões sobre a capabilidade do processo (raramente um item do topo da lista para os desenvolvedores, pelo menos tradicionalmente) vêm em seguida, nas quais um diálogo sobre vários outros problemas normalmente acontece.

Após esses estágios iniciais, a implementação começa como em qualquer outro cenário: você encontra pessoas que rapidamente adotam, e você tenta conseguir algumas vitórias rápidas para mostrar a efetividade da abordagem”.

Mais destaques da entrevista:

Sobre como o desenvolvimento de produtos (e o pensamento DPPL) atravessam a organização:

“Muitas organizações ainda pensam no desenvolvimento de produtos como algo que o departamento de engenharia faz para eles, em vez de tratá-lo como a incrível oportunidade que é de fato. Uma das características-chave que diferencia o produto lean e o desenvolvimento de processos de métodos mais tradicionais (e alguns métodos mais recentes que podem ser chamados de lean) é o foco na criação de novos fluxos de valor – ou seja, todas as atividades necessárias para entregar o produto ao cliente. Essa atividade requer a participação de toda a organização”.

Sobre a aplicabilidade do lean em diferentes setores:

“Acredito que o lean é, em última análise, um sistema centrado nas pessoas guiado pela capacidade quase ilimitada das pessoas de criatividade e inovação. É por isso que o lean tem tido tanto sucesso em uma variedade tão grande de ambientes. Desde a área da saúde até o varejo até a manufatura – e especialmente no desenvolvimento de produtos”.

Leia a entrevista inteira aqui (em inglês).

Fonte: Lean Enterprise Institute.


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