O agronegócio é uma das maiores forças da economia brasileira, representando cerca de 25% do PIB nacional.

Ao mesmo tempo, é um dos setores produtivos que mais precisam de boas práticas de gestão, iniciativas de eliminação de desperdícios e aumento de agregação de valor em suas atividades.

Para contribuir com esse setor tão estratégico, o Lean Institute Brasil traz o Webinar “Lean no Agronegócio”, que objetiva disseminar o pensamento lean nessa área tão essencial para a economia.

Nesse encontro, convidamos lideranças do setor para debaterem como a gestão lean pode fortalecer e tornar mais competitivas as empresas do agronegócio.

Assista o Webinar na íntegra

Debatedores

Eduardo Rodrigo Bonzaki
Gerente de Melhoria Contínua
São Martinho S.A.

Prof. Dr. Paulo Fernando Machado
Diretor
Escola Agro+Lean e do Instituto Clínica do Leite

Miguel Sastre
Diretor
Agropecuária Sastre / Terra Nova Engenharia e Construções

José Roberto Ferro
Fundador e Presidente do Conselho
Lean Institute Brasil

Dr. Perivaldo de Carvalho
Gerente
Agropecuária Sastre

Egídio Tsuji
Coordenador de Novos Negócios e Gestão da Qualidade
Cooperativa Agrícola Sul Matogrossense - Copasul

Moderador
Bruno Battaglia
Head para o Agronegócio
Lean Institute Brasil

Perguntas e Respostas deste Webinar

Pergunta feita por: Renato Magalhães Costa

Resposta Eduardo (São Martinho): Renato: Compartilhar conhecimento, criar engajamento, preparar o terreno no espírito das pessoas. Mas se pudesse indicar uma ferramenta no início, seria o VSM.

Resposta Egídio (Copasul): Olá Renato, estamos estudando o melhor roteiro de como iniciar e como selecionar potenciais fazendas. Mas o Genba se mostrou importantissimo no período inicial para entender o gerenciamento diário da Fazenda. Geralmente fazemos algo entre 2 a 3 meses de genba intenso de implementar qualquer solução com ferramenta.

Resposta Bruno (LIB): No Lean Institute, utilizamos o conceito de "Lean Transformation Framework" para implementar e sustentar as melhorias. Nesta abordagem, o primeiro passo é você claramente "qual é o problema a ser resolvido". Para alguns casos, como falado, o mapeamento de fluxo de valor pode ser útil para enxergar esse problema. Para outros casos, o desenho de uma rotina gerencial de acompanhamento diário (gerenciamento diário) pode ser a saída para captar e resolver problemas. Importante é você ter firme o conceito e o propósito. A partir daí, lançar mão das ferramentas que se adequem mais ao seu caso.

Pergunta feita por: Ricardo Dias

Resposta Eduardo (São Martinho): Ricardo, os maiores desperdícios estão na disponibilidade de tempo dos equipamentos (caminhões, tratores, colhedoras, plantadoras) e no ajuste dos parâmetros de qualidade (perdas de matéria prima e estabilidade do processo industrial).

Resposta Egídio (Copasul): Olá Ricardo, no caso da indústria agroalimentar, que seria o primeiro processamento que é a realidade da Copasul. Um grande desafio é minimizar os desperdícios que os picos de safra geram e os vales de entre-safra. Sempre notamos um aumento na demanda de serviços na safra que gera muito retrabalho e erros e na entre-safra temos ociosidade.

Resposta Bruno (LIB): Sabemos que o "pós colheita" representa quase 50% de todos os desperdícios. Podemos entender como as partes do beneficiamento, transporte, armazenagem e distribuição. Entretanto, qualquer desperdício é prejudicial. No nosso entendimento, comece a lutar por eliminar os desperdícios que estejam sob seu controle, ou seja, dentro de casa (ou de sua empresa, ou fazenda). Mas, de fato, como foi falado, existe muito desperdício na logística, etc. Comece a mitigar aqueles que representem maior impacto e que demande menor esforço.

Pergunta feita por: Renato Mariz

Resposta Eduardo (São Martinho): Transformando as pessoas em resolvedores de problemas.

Resposta Egídio (Copasul): Olá Renato, a Copasul acredita no Lean em qualquer tamanho de produtor. O conceito deve se manter o mesmo identificação dos desperdicios e melhorias para agregar mais valor.

Resposta Bruno (LIB): Seguindo na linha do Egídio, lean pode ser aplicado em qualquer lugar. O pequeno agricultor, por não ter ao seu lado uma "economia de escala" precisa ter os custos sob controle. Eu diria que reduzir os custos de produção poderia ser um grande benefício, tornando-o mais lucrativo e competitivo no mercado.

Pergunta feita por: Eduardo

Resposta Eduardo (São Martinho): Eduardo: compartilhar conhecimento, criar engajamento, preparar o terreno no espírito das pessoas. Mas se pudesse indicar uma ferramenta no início, seria o VSM.

Resposta Egídio (Copasul): Olá Eduardo, sempre indico utilizar o Genba com propósito bem definido. E algo prático que possa te auxiliar seria listar os problemas/ou os 7 desperdicios que encontrar durante o genba.

Resposta Bruno (LIB): Eduardo, comece por mapear quais os principais problemas que enfrentam. Ferramentas devem te auxiliar, mas não acreditamos na abordagem "receita de bolo". Cada caso demanda um tipo de ferramenta, ou conjunto delas. Baseie-se nos princípios lean. As ferramentas podem vir quando o pensamento estiver aguçado para encontrar e resolver problemas. Técnicas simples como "os 5 porquês" auxiliam em muitos casos, por exemplo. O importante é começar!

Pergunta feita por: Bruno Ferré

Resposta Eduardo (São Martinho): Bruno, confesso que não consigo ter uma visão firme dos impactos da pandemia no futuro.

Resposta Egídio (Copasul): Olá Bruno Ferrré, dificil dizer se teremos algum avanço tecnológico. A tecnologia com certeza deve ajudar nos resultados, a pergunta que estamos nos fazendo é se as pessoas estão no mesmo nível de desenvolvimento que as tencologias que queremos implementar.

Pergunta feita por: Oscar Rete - UTN

Resposta Eduardo (São Martinho): Oscar: Através de um projeto kaizen, reduzimos o tempo de reparo dos caminhões em 56%. Mapeamos as atividades que não agregavam valor dos mecânicos, reposicionamentos ferramentas, estações de trabalho, peças de reposição, revisamos os procedimentos e treinamos intensamente as pessoas, e adequamos o 5S.

Resposta Egídio (Copasul): Olá Oscar Rete, genba com propósito deve ser a melhor ferramenta que observamos aqui na Copasul. Se vamos acompanhar uma colheita de grãos, quais são os desperdicios que temos na colheita, qual a meta dessa operação, o que está acontecendo foi planejado e como está o realizado.

Pergunta feita por: Renato Magalhães Costa

Resposta Eduardo (São Martinho): Renato, acredito que sejam as mesmas em todos os setores, não apenas no sucroalcooleiro: encontrar o patrocinador correto, a estratégia e velocidade correta, e a maneira correta de engajar e falar a língua da operação. É trabalhoso, pode dar errado antes de dar certo, e por isso o patrocínio é tão importante para a mudança cultural.

Resposta Egídio (Copasul): Olá Renato Magalhães, as pessoas realmente querem mudar seu pensamento atual para um pensamento Lean? Como convecer de que o Lean é importante para o trabalho de cada colaborador, com certeza o maior desafio.

Resposta Bruno (LIB): Acreditamos que a mudança de cultura. Comece pelas práticas para que elas se transformem em hábitos. Aos poucos, vamos moldando a cultura. Concordo com os demais colegas. Mostrar propósito, encontrar apoio...tudo isso é fundamental. As pessoas precisam entender o propósito de se fazer lean, antes de tudo.

Pergunta feita por: Tiago Seelent

Resposta Eduardo (São Martinho): Tiago, pensar Lean é pensar simples. A mudança é muito mais comportamental do que ferramental. Criatividade e simplicidade para enxergar e corrigir problemas, disciplina para manter os padrões.

Resposta Egídio (Copasul): Olá Tiago Seelent, com certeza encontramos dificuldades quando a mão-de-obra é pouco qualificada, muitas vezes temos um índice alto de analfabetismo entre os operadores da fazenda. Para elaborar uma gestão visual com os operadores realmente podemos ter dificuldades não vivenciadas pela equipe do Lean. Porém, estamos entendendo que para as pessoas serem "contaminadas" pela cultura Lean, todas deverão experimentar o gosto do "sucesso". Como? Resolver um problema, implementar uma solução e ser reconhecida por essa melhoria, assim com pequenas melhorias podemos mudar a cultura de todos os níveis da fazenda.

Resposta Bruno (LIB): Tiago, como disse em outra resposta acima, comece pelas práticas. Elas, com disciplina e resiliência, criam hábitos e esses moldam a cultura. Comece pelas práticas novas E NÃO DESISTA.

Pergunta feita por: Braulino Santos

Resposta Egídio (Copasul): Olá Braulino Santos, com certeza um desperdicio essa soja na rodovia que cai dos caminhões, o grão é resultado de um trabalho de meses e quando ele está pronto nós o jogamos no chão. Todos os recursos da fazenda foram gastos para esse grão ficar pronto, portanto, é muito caro jogar esse trabalho fora. Não sei informar se tem algum estudo para esse grão da rodovia, porém na Copasul temos um estudo de perda durante a colheita dentro da fazenda, estamos com média de perda neste ano na soja de 1,2 sacos de soja por hectare. Isso significa nos preços de hoje (no MS) que estamos jogando fora R$ 96,00/ha. Copasul deve atender em média 100 mil hectares de soja em Naviraí/MS, isso passa de R$ 9 milhões de reais em perdas.

Pergunta feita por: Marcos H Schwarz

Resposta Egídio (Copasul): Olá Marcos Schwarz, acredito que não consegui entender bem sua pergunta, mas segue uma resposta. Meu ponto de vista é que o Lean no Agronegócio está tomando forma, ainda não é nada consolidado, como o professor Ferro comentou: temos que encontrar nossa maneira de fazer Lean. Do ponto de visto de produção o Brasil sempre é bem visto.

Pergunta feita por: joaog

Resposta Egídio (Copasul): Olá João, vou tentar colocar nossa visão Lean sobre fatores externos, como o preço. A questão comercial e cenário externo deve estar na visão do dono do negócio. Porém, como exemplo, na soja devemos ter 52 variáveis de produção quais dessa variáveis são preço/dólar/covid-19/china/etc algo como 10? E as outras 42? Estão sobe controle com o menor desperdicio possível? Para pensar.

Pergunta feita por: samuel silva bastos

Resposta Eduardo (São Martinho): Samuel, a base para mudança da cultura é a mudança de valores, PRÁTICAS, COMPORTAMENTOS e CRENÇAS.

Resposta Egídio (Copasul): Olá Samuel Bastos, acredito que a cultura será a cereja do bolo, com certeza antes precisamos mudar os hábitos. Porém, como mudar os hábitos?

Pergunta feita por: Leticia Pettinelli

Resposta Eduardo (São Martinho): Letícia, as empresas que tinham seus processos mapeados, planos de contingência e sistema de gestão com métodos bem definidos, sofreram menos (mas sofreram também). O que enxergamos é que precisamos intensificar os cuidados com saúde e higienização (lean health care em empresas não health care), pensar em como dar mais condições para manter a produtividade as pessoas que podem realizar sua tarefa em home office (talvez um lean home office), e aumentar o peso dos protocolos de contingência.

Resposta Egídio (Copasul): Olá Leticia Pettinelli, processos que tiveram ganhos de produtividade com o Lean com certeza sentiram menos impactos quando pessoas precisaram se ausentar. A melhoria contínua não deve ser para esse período, mas sim incansavelmente repetida e divulgada em todos os setores, lugares, processos, serviços, etc.

Pergunta feita por: adsilva

Resposta Eduardo (São Martinho): Adsilva, parabéns pelos resultados já obtidos com seus projetos. Para conseguir o comportamento Lean no Genba, no dia a dia, não tem muito segredo: trabalhar firme no engajamento de líderes e operação, demonstrando os benefícios que todos obtem a partir do Lean (conhecimento, estabilidade, segurança, financeiros). É só com o tempo, e cada empresa tem o seu próprio tempo. A jornada pode ser longa, mas valerá a pena!

Resposta Egídio (Copasul): Olá Adsilva, nosso desafio aqui na cooperativa também. As pessoas estão falando sobre o Lean mas não estão agindo de forma Lean, algumas sim outras não. Acredito que é normal. Nossa ação: genba com os líderes com apoio de ferramentas Lean para incorporar o pensamento. Trabalho de formiguinha, como costumamos falar aqui.

Pergunta feita por: Rafael Poscidonio

Resposta Eduardo (São Martinho): Rafael, a São Martinho tem 300.000 hectares de área produtiva. O Genba acontece onde a operação está, por isto a importância das pessoas incorporarem o espírito de eliminação de desperdícios e estabilidade dos processos (seja na operação do seu trator, seja na aplicação de insumos, na colheita, no plantio, na armazenagem). Você não precisa cobrir a totalidade da sua área, mas você precisa da visão do Genba onde as pessoas estão desempenhando suas atividades. O segredo está nas pessoas, não na área administrada.

Resposta Egídio (Copasul): Olá Rafael, o genba está nas operações do dia-a-dia no plantio, por exemplo, no momento que estamos com a semeadora no campo podemos acompanhar um processo de plantio. A grande pergunta é como você está fazendo seu genba? Com propósito? Qual problemas você está tentando resolver nesse plantio? A equipe de plantio enxerga que você faz parte da equipe ou você da um ordem e eles precisam obedecer?

Pergunta feita por: GABRIELA BORGES

Resposta Eduardo (São Martinho): Mapeando as diferentes culturas e comportamentos, identificando os gaps do desejado, e suando bastante na transformação cultural. Lembrando sempre que o Lean é simples. Se estiver complicado, provavelmente está errado.

Resposta Egídio (Copasul): Olá Gabriela Borges, com certeza encontramos dificuldades quando a mão-de-obra é pouco qualificada, muitas vezes temos um índice alto de analfabetismo entre os operadores da fazenda. Para elaborar uma gestão visual com os operadores realmente podemos ter dificuldades não vivenciadas pela equipe do Lean. Porém, estamos entendendo que para as pessoas serem "contaminadas" pela cultura Lean, todas deverão experimentar o gosto do "sucesso". Como? Resolver um problema, implementar uma solução e ser reconhecida por essa melhoria, assim com pequenas melhorias podemos mudar a cultura de todos os níveis da fazenda.

Resposta Miguel (Sastre): A mudanca vem de dentro , e preciso fazer as pessaoas ver o ganho ou o risco da não mudar , apoiar nas suas iniciativas e muita sensibilizacao.

Pergunta feita por: Rafael Poscidonio

Resposta Eduardo (São Martinho): Ainda estamos aprendendo. Não estávamos preparados, sempre praticamos a gestão do abraço, da criação do ambiente descontraído, do desenvolvimento da relação de confiança.

Resposta Egídio (Copasul): Olá Rafael Poscidonio, aqui em nossa região não tivemos uma quarentena com restrições tão severas até o momento. Genba é necessário, mas em momentos como esse podemos nos adaptar. Utilizar a tecnologia ou simplesmente fazer uma ligação com viva-voz já tem nos ajudado.

Resposta Bruno (LIB): As tecnologias auxiliam nessa questão. Várias empresas tem utilizado acompanhamentos remotos para seus projetos de implementação.

Pergunta feita por: Clarissa Biotto

Resposta Eduardo (São Martinho): Clarissa, gosto muito de 2 livros do Pascal Dennis: "Fazendo Acontecer a Coisa Certa" e "Produção Lean Simplificada". Também gosto do "Lean Turnaround" do Art Byrne.

Resposta Egídio (Copasul): Olá Clarrissa, acredito que em portugues ainda não temos muita literatura. O professor Paulo da Esalq tem muita informação, principalmente pelo tempo que já dedicou ao lean no agro. Em inglês de um google no termo "Lean Farming" existe um ou dois livros sobre o assunto para hortaliças que é bem interessante. Dinamarca também faz um trabalho com vacas de leite a algum tempo.

Resposta Bruno (LIB): Clarissa, em nosso site já temos artigos publicados sobre o tema.( Lean.org.br). Como comentado, o Agro+lean também tem alguns materiais disponíveis. O Lean Farm está disponível somente em inglês, por enquanto. Em breve teremos um livro bom falando sobre o assunto, publicado pelo LIB ! :)

Pergunta feita por: Cristiano Vieira

Resposta Eduardo (São Martinho): Cristiano, o mapeamento do fluxo de valor que usamos na jornada lean tem ajudado demais a transformação digital do nosso negócio. Temos executados diversos A3 em nossa Central de Operações Agrícolas, com ganhos relevantes no desempenho operacional dos equipamentos. Não executamos projetos voltados a melhoria agronômica da produtividade da cana, mas é inegável que ao mapear o fluxo de valor dos processos, muito conhecimento é gerado para melhorias indiretas também nos aspectos agronômicos.

Resposta Egídio (Copasul): Olá Cristiano Vieira, sendo conservador acredito que nas operações agrícolas, por problemas de qualidade devemos ter desperdicios que permitam ganhos de 30% em custos/tempo/qualidade. Ainda não tive experiências com transformação digital na cooperativa seja na agroindústria ou na fazenda.

Pergunta feita por: Anonymous Attendee

Resposta Eduardo (São Martinho): Caso sua empresa já possua um Sistema de Gestão de Resultados, eu sugeriria a implementação de um método de desdobramento da estratégia em indicadores.

Pergunta feita por: francyelle

Resposta Eduardo (São Martinho): Na São Martinho, destacamos alguns colaboradores que entendemos ter o perfil, e colocamos eles ao lado dos senseis durante 1 ano e meio executando projetos juntos, até que tivessemos segurança em soltar aos poucos da mão da consultoria e seguir em voo solo. Hoje utilizamos a consultoria apenas em nossos comitês de avaliação dos projetos (mensais).

Resposta Egídio (Copasul): Olá Francyelle, temos duas opções no meu ponto de vista: 1ª Imersão de experts Lean no agronegócio para poderem ajudar e 2ª Imersão de experts do Agronegócio no Lean para poderem ajudar. Seguindo um pouco a lógica do TWI para as qualidade de um líder/supervisor, o consultor/sensei deve conhecer o trabalho e as responsabilidade do trabalho no agronegócio. E na sequência deve saber instruir outras pessoas.

Resposta Bruno (LIB): Apoie-se também em facilitadores externos. Nos projetos que realizamos, contribuimos para o desenvolvimento de profissionais internos. Importante é que aprendam da maneira correta e sejam os guardiões do método. Caso tenha interesse, procure pelo Programa Prático de Formação Lean, no site do Lean Institute. Em breve teremos uma turma exclusiva para o Agronegócio também.