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2019 será melhor, mas é preciso manter o lean forte!


Para que as expectativas positivas para 2019 tragam efetivos resultados nas empresas, é preciso manter e aprofundar o enfoque lean, inovando nas soluções para os clientes e mantendo foco implacável nos desperdícios.

Flávio Augusto Picchi

O ano de 2018 foi marcado, na maioria das empresas, por um compasso de espera frente às incertezas quanto ao cenário político e econômico. Passada essa fase, 2019 se apresenta, em todas as projeções, com expectativas de crescimento. Muitas coisas estão ainda em definição, mas o sentimento geral dos agentes econômicos é de otimismo.

Com capacidade ociosa e desemprego em níveis elevados, são perspectivas animadoras, mas que trazem também riscos, como os de oportunidades que podem ser perdidas e até mesmo de resultados piores se essa retomada for desorganizada.

Na minha percepção, para que as empresas tenham sucesso no cenário desenhado para 2019, elas precisam buscar esse crescimento aprofundando suas ações, com a filosofia lean, em três focos: inovação, eliminação de desperdícios e desenvolvimento de pessoas.

As previsões dos economistas falam de um crescimento da economia entre 2% e 3% em 2019. As empresas que estiverem à frente em agregação de valor para os clientes abocanharão uma parcela maior dessa fatia, aumentando seu market share. Isso pode ser bastante impulsionado pelas iniciativas lean no desenvolvimento de produtos e processos, que trazem fortes componentes de inovação. Ainda são poucas as empresas que perceberam que o lean desde a concepção é um fator competitivo decisivo, até mesmo maior que sua aplicação na operação.

Nos períodos de retração, a atenção aos desperdícios tende a ser maior. Na expansão, ao contrário, boas práticas correm o risco de serem esquecidas. A racionalidade dos processos produtivos através da intensa aplicação dos princípios lean é fundamental para conseguir os maiores volumes pelo aumento de produtividade. A solução fácil de produzir mais, com recursos desproporcionalmente maiores, aumentaria os desperdícios e corroeria os possíveis ganhos. Os custos indiretos merecem também grande atenção. Com maiores volumes, eles se diluem, e as necessárias melhorias nos processos de apoio acabam negligenciadas.

Num ambiente recessivo, o clima nas empresas fica depressivo, com medo e poucas iniciativas. Numa perspectiva de crescimento, as pessoas precisam ser capacitadas para que reaprendam e apliquem com todo rigor os métodos de melhoria e solução de problemas. Esse é talvez o maior desafio: o alinhamento das lideranças na propagação de metas desafiadoras, de maiores volumes com inovação e aumento de produtividade, atuando como desenvolvedores dos colaboradores.

O próximo ano abre uma série de perspectivas positivas, mas que não virão facilmente nem para todos. Como sempre, os que forem melhores em desenvolver pessoas e processos terão enormes vantagens competitivas. Para isso, uma aplicação mais profunda do lean não pode estar fora das agendas de 2019.

 

Feliz 2019 lean para todos!

 

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Publicado em 13/12/2018


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