James
Womack envia mensalmente para a comunidade lean no mundo e-mails tratando de temas específicos.
O último abordou um assunto que tem concentrado atenções
nos países desenvolvidos: a atração
"magnética" exercida pela China para novos
investimentos industriais, que a transformarão na
"maior fábrica do mundo".
Nele,
Womack alerta que, apesar da China ter um enorme contingente
de mão-de-obra que tende a ter baixos salários
nas próximas décadas, orientar os investimentos
a partir desse único fator não é a
lógica correta a seguir. Afirma ser necessária
uma "matemática lean" para entender melhor
a questão: é preciso considerar custos fundamentais
e muitas vezes esquecidos. Alguns exemplos:
Custos que continuam a ser incorridos, durante algum tempo,
no antigo local de produção;
Custos de estoques adicionais em trânsito,
devido as longas distâncias (quando não é
possível comprar de fornecedores locais);
Custos de pulmões adicionais para garantir
o fornecimento sem interrupções;
Custos das caras entregas emergenciais;
Custos das visitas de especialistas para garantir
que o produto atenda às especificações;
Custos das visitas da alta direção
até o início das operações ou
para garantia de seu bom funcionamento, incluindo inúmeros
pagamentos adicionais, que variam com práticas locais
de negócios;
Custos das perdas de materiais devido a previsões
incorretas;
Custo potencial de fornecedores tornarem-se competidores,
se a empresa passar a utilizar muita terceirização.
É
bom parar por aqui, pois a lista de custos "invisíveis"
pode ficar interminável.
Para
ser completa, a "matemática lean" necessitaria
considerar outros três custos relacionados à
instabilidade potencial das moedas locais, aos riscos institucionais
dos países e aos custos de conectividade relacionados
à administração de hand-offs e aos
fluxos de informação muito mais complexos.
Sendo estes últimos de difícil estimação
e geralmente muito altos.