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A matemática lean
Publicado: fev/2003

James Womack envia mensalmente para a comunidade lean no mundo e-mails tratando de temas específicos. O último abordou um assunto que tem concentrado atenções nos países desenvolvidos: a atração "magnética" exercida pela China para novos investimentos industriais, que a transformarão na "maior fábrica do mundo".

Nele, Womack alerta que, apesar da China ter um enorme contingente de mão-de-obra que tende a ter baixos salários nas próximas décadas, orientar os investimentos a partir desse único fator não é a lógica correta a seguir. Afirma ser necessária uma "matemática lean" para entender melhor a questão: é preciso considerar custos fundamentais e muitas vezes esquecidos. Alguns exemplos:

• Custos que continuam a ser incorridos, durante algum tempo, no antigo local de produção;
• Custos de estoques adicionais em trânsito, devido as longas distâncias (quando não é possível comprar de fornecedores locais);
• Custos de pulmões adicionais para garantir o fornecimento sem interrupções;
• Custos das caras entregas emergenciais;
• Custos das visitas de especialistas para garantir que o produto atenda às especificações;
• Custos das visitas da alta direção até o início das operações ou para garantia de seu bom funcionamento, incluindo inúmeros pagamentos adicionais, que variam com práticas locais de negócios;
• Custos das perdas de materiais devido a previsões incorretas;
• Custo potencial de fornecedores tornarem-se competidores, se a empresa passar a utilizar muita terceirização.

É bom parar por aqui, pois a lista de custos "invisíveis" pode ficar interminável.

Para ser completa, a "matemática lean" necessitaria considerar outros três custos relacionados à instabilidade potencial das moedas locais, aos riscos institucionais dos países e aos custos de conectividade relacionados à administração de hand-offs e aos fluxos de informação muito mais complexos. Sendo estes últimos de difícil estimação e geralmente muito altos.


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