Desperdício - Definição Lean


Qualquer atividade que consome recursos mas não cria valor para o cliente. A maioria das atividades é desperdício (muda). Há dois tipos de desperdício: tipo 1 e tipo 2. Muda tipo 1 não cria valor, mas é inevitável dentro de uma determinada situação. Um exemplo seria a inspeção de pontos de solda para garantir a qualidade.

Muda tipo 2 não cria valor e pode ser imediatamente eliminado. Um exemplo seria um processo com etapas desconexas que pudessem rapidamente ser reconfiguradas em uma célula, na qual determinadas movimentações e estoques deixassem de ser necessários.

Na maioria dos fluxos de valor, as atividades que realmente criam valor para o cliente são uma pequena fração do total. Eliminar o grande número de desperdícios é a maior fonte potencial de melhoria do desempenho corporativo e do serviço ao cliente.

Artigo Relacionado: "Onde está o desperdício na área da saúde?" - Autor: Flávio Battaglia - Lean Institute Brasil. Leia aqui o artigo completo.

"A essência do pensamento lean é a contínua eliminação das atividades desnecessárias, os desperdícios, que permeiam praticamente todos os tipos de processos, assistenciais, de suporte e administrativos. Se formos capazes de eliminar o esforço desnecessário, haverá mais tempo e recursos disponíveis para as coisas realmente importantes. Eliminar desperdícios significa ser capaz de deixar de fazer o que é irrelevante, liberando capacidade para aprimorar aquilo que realmente interessa: a segurança do paciente e a qualidade do cuidado.

O primeiro desafio é enxergar. Tudo que não cria valor para o cliente é desperdício. Com essa simples definição, podemos traçar uma linha divisória razoavelmente clara para distinguir entre etapas que criam valor daquelas que não criam. Assim, podemos começar a exercitar nossas percepções e buscar alternativas para os reais problemas que estão levando aos desperdícios."


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